Bolsonaro e a Reconstrução do Trânsito Intestinal – o que significa?

Bolsonaro e a Reconstrução do Trânsito Intestinal – o que significa?

Temos lido e ouvido relatos sobre a necessidade da retirada da bolsa coletora de fezes, utilizada pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, e muitas dúvidas têm surgido sobre este tema.

Reprodução: Facebook

Para entender melhor: vamos recordar que em setembro de 2018, o então candidato à presidência do Brasil, foi submetido a uma cirurgia, consequência de um trauma abdominal. Fato amplamente divulgado pela imprensa.

Como resultado desse procedimento cirúrgico de emergência, realizado na Santa Casa de Juiz de Fora, em Minas Gerais, foi criado um estoma intestinal.

Ou seja, a exteriorização no abdômen de uma parte do intestino grosso, chamado de colostomia, e que tem a função de desvio do trânsito intestinal, para eliminação de fezes.

A bolsa de colostomia é então adaptada à pele, em volta do estoma, para armazenar as fezes eliminadas pelo intestino.

 

Para que serve a bolsa para colostomia?

É importante esclarecer que a bolsa de colostomia é um equipamento utilizado por pacientes submetidos à cirurgias do intestino grosso, que resultaram na criação de um estoma intestinal, que recebe o nome de colostomia.

A bolsa de colostomia é aderida à pele em volta do estoma intestinal, por meio de uma placa amigável à pele.
A função da bolsa coletora é o armazenamento das fezes eliminadas pelo intestino.

Para maior praticidade e segurança do ostomizado, diferentes tipos de bolsa de colostomia e ileostomia estão disponíveis no mercado. 

Elas podem variar entre drenável ou fechada, opaca ou transparente, uma peça ou duas peças.

Para o uso, a orientação por uma enfermeira(o) especialista na área é imprescindível.

Ele (a) vai ajudar a selecionar o equipamento mais adequado para cada usuário e orientar cuidados com a pele em volta do estoma.

Além disso, vai definir a frequência de troca das bolsas coletoras, bem como evitar complicações locais.

É possível o Fechamento da Colostomia?

O processo de reconstrução da Colostomia, de acordo com o cirurgião Antonio Macedo

 Fonte: Cirurgião Antonio Macedo e Pubmed (Folha de São Paulo)

Nos casos em que há a possibilidade de novamente “ligar” as alças intestinais, a colostomia é considerada temporária.

E há a previsão de um novo procedimento cirúrgico chamado Reconstrução do Trânsito Intestinal ou Fechamento da Colostomia, ou Cirurgia de Reversão da Colostomia.

É este procedimento cirúrgico que está previsto para ser realizado no presidente eleito Jair Bolsonaro, em 2019. Será realizada pela equipe médica do Hospital Israelita Albert Einstein.

(foto de capa: Mauro Pimentel / AFP)